Prefeito cogita propor realização do Carnaval entre maio e junho

                                                                                   Foto: Reprodução

 

Com a pandemia do novo coronavírus, que provoca a Covid-19, tanto o prefeito de Salvador, ACM Neto, quanto o governador da Bahia, Rui Costa, já admitiram não ver possibilidade de realizar o Carnaval em fevereiro do próximo ano. Mas, para evitar o cancelamento da festa, responsável por movimentar a economia da cidade, já se fala em adiamento para meados de 2021.

Em coletiva à imprensa na segunda-feira (13), ACM Neto informou que tem conversado com sua equipe interna, bem como com empresários envolvidos na realização da festa, e chegou ao um consenso de que o futuro do evento deverá ser decidido até novembro deste ano, ainda sob sua gestão.

Ele disse que cogita conversar com os gestores do Rio de Janeiro e de São Paulo para discutir a possibilidade realizar o Carnaval entre maio e junho, sem que conflite com os festejos do São João.

“Nós aqui temos quase três milhões de pessoas nas ruas de Salvador por dia no período da festa. Hoje é impossível nós dizermos se teremos segurança para a realização do Carnaval em fevereiro ou não. Só ocorrerá se puder acontecer em ambiente de total e completa segurança. Caso cheguemos em novembro e não haja segurança, penso que seria uma boa alternativa discutirmos o adiamento. Caso isso aconteça, vou defender que os prefeitos das principais cidades que sediam o Carnaval no Brasil tentem organizar um calendário comum. Avaliamos a possibilidade de acontecer ali no final de mês de maio e início do mês de junho, sem que conflite com o calendário junino. A gente sabe que os festejos de São João são muito importantes para o Nordeste, que esse ano já não tivemos”, explicou.

O prefeito de Salvador tem demonstrado preocupação com o trade turístico da cidade e já afirmou que o setor do turismo, importante para a economia da capital, é um dos mais afetados pela pandemia e deve ser o último a retornar. De acordo com ele, todo o calendário de eventos do segundo semestre deste ano está comprometido, a exemplo do Festival Primavera, que ocorreria em setembro e já foi cancelado.

O futuro Festival da Virada, no Réveillon, também deverá ser decidido até novembro. Segundo ACM Neto, apesar de o cenário atual indicar o cancelamento dos eventos, a decisão da Prefeitura pode mudar caso haja uma vacina efetiva que permita a imunização coletiva da população contra o novo coronavírus. As informações são do jornal Tribuna da Bahia.

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