Trump avança na América Latina com apoio de 14 países e surpreende o Brasil

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Quatorze países latino-americanos aderiram aos Estados Unidos na classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. A decisão foi anunciada ontem após uma reunião do chamado Escudo das Américas, iniciativa lançada por Donald Trump em março, e pegou o governo brasileiro de surpresa: nem o Planalto nem o Itamaraty sabiam que a medida seria anunciada.

O grupo reúne Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago, além dos EUA.

Para a Casa Branca, a adesão representa um avanço da aliança regional de combate ao crime organizado e deixa o Brasil em posição distinta de seus vizinhos. O governo Lula rejeita a classificação e defende que o combate às facções seja feito com cooperação internacional, mas sem abrir mão da soberania brasileira. Em discurso na ONU, Lula afirmou que o país não pretende “terceirizar” a responsabilidade pela segurança de suas fronteiras.

Donald Trump já havia afirmado mais cedo, em seu discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU, que os Estados Unidos não hesitarão em usar seu poderio militar para defender seus interesses na América Latina. O presidente americano citou Venezuela e Cuba e vinculou a ameaça ao combate ao narcotráfico e aos chamados cartéis de drogas. Trump também endureceu o discurso contra o Irã, ameaçando levar o país “ao inferno” caso não haja um acordo, e defendeu a capacidade militar dos EUA.

Uol

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