“Temos grandes desafios, o primeiro é ampliar a margem de votação de Flávio na Bahia”, diz Kiki Bispo

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Em conversa com a imprensa na terça-feira (13), o líder da bancada de governo na Câmara Municipal de Salvador (CMS), o vereador Kiki Bispo (União Brasil), falou com sobre as estratégias e preparativos do grupo político liderado pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) para o comício com o candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), marcado para acontecer no sábado (17) na capital baiana.

Segundo o edil, a prioridade da campanha no estado durante este segundo turno consiste em absorver os votos das candidaturas de centro-direita do primeiro turno e buscar o eleitorado que registrou o voto casado entre o ex-chefe do Palácio Thomé de Souza e o presidente da República e candidato à Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições no dia 4 de outubro.

De acordo com Kiki, o crescimento das votações da oposição nos estados nordestinos sinaliza um desgaste direto das políticas da atual gestão federal na região.

“A nossa expectativa para sábado é reunir um grande volume de apoiadores com a junção do União Brasil e de partidos aliados. Temos dois grandes desafios: o primeiro é ampliar a margem de votação de Flávio na Bahia, buscando os eleitores de candidatos como Ronaldo Caiado e Romeu Zema. O segundo é virar votos daquelas pessoas que votaram em Lula e em Neto. O Nordeste inteiro mostrou um recado claro de que as políticas públicas atuais não atendem ao povo”, declarou.

O vereador também aproveitou a ocasião para falar das pautas prioritárias do palanque de oposição, e ressaltou o combate à criminalidade como a principal bandeira de Flávio Bolsonaro. Ele ainda defendeu que a convergência do grupo liderado por ACM Neto com o liberal representa um ato de coerência e de enfrentamento ao ciclo político mantido pelo PT no governo estadual.

“O único candidato que defende com firmeza a segurança pública e o retorno da paz ao cidadão é Flávio. O nosso apoio ocorre por coerência e convergência natural, já que militamos na Bahia contra um sistema de governo que já dura duas décadas e apresenta falhas graves. Perceba que Jerônimo não vence nas grandes cidades; o que ainda influencia o resultado no estado é o peso do apelo do partido, e não a avaliação da própria gestão”, acrescentou.

Ao ser indagado em relação às afirmações da militância governista de que uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro inviabilizaria os repasses e obras federais para o estado da Bahia, o vereador rebateu os discursos e acusou a campanha adversária de atuar para disseminar o medo no eleitorado.

“Isso é pura fake news. O PT tem promovido um terrorismo político sem precedentes na história da democracia brasileira, o que lamentamos profundamente”, continuou.

Para concluir, Kiki reafirmou que a esquerda propaga o medo e o terror ao invés de governar de fato e de direito. “Ao invés de propagar o medo e o terror, deveriam apresentar propostas e correções para o país. Acredito que o povo baiano já está vacinado contra esse modus operandi e responderá nas urnas neste segundo turno”, finalizou.

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