‘Se fosse na Câmara não passaria’, diz líder do governo sobre articulação para derrubar PEC na AL-BA

                                                                                     Foto:  Matheus Simoni

 

As articulações na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) para derrubar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que veta a reeleição para presidência da Casa tiveram repercussão até na Câmara Municipal de Salvador (CMS). Em entrevista ao portal BNews, o líder do governo na CMS, vereador Paulo Magalhães Jr (DEM), disparou contra as tratativas e disse que  “se fosse na Câmara não haveria possibilidade da proposta passar”.

“Considero que na política e na vida, acordos foram feitos para serem cumpridos. Tenho certeza, que se fosse na Câmara Municipal, não haveria hipótese de passar”, disse, ontem (30).

O edil ainda questionou a intenção das negociatas. “Falar de reeleição nesse momento é estranho, não faz sentido. Anular uma votação recente, aproveitando um momento em que as atenções da imprensa e do povo estão voltadas para o enfrentamento ao coronavirus é no mínimo absurdo. Qual seria a finalidade?”, afirmou o vereador, que comanda a bancada de ACM Neto na Câmara.

No ano de 2018, foi selado um acordo com a base do governador Rui Costa em apoio ao nome do deputado estadual Nelson Leal (PP) à presidência da Assembleia Legislativa. O “pacto” incluía o rodízio entre o PP, com Leal assumindo em 2019, e o PSD, com Adolfo Menezes sendo eleito para o segundo biênio da legislatura. O PSB ficou com a vice presidência, sob a batuta do deputado Alex Lima e o PT com a liderança do governo, comandada por Rosemberg Pinto. Porém, nos últimos dias, surgiu na AL-BA um movimento para derrubar a PEC que não permite reeleição e reconduzir Leal ao cargo no segundo biênio. As informações são do Metro1.

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