O candidato a senador, ex-ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia por dois mandatos, Rui Costa (PT), disse durante entrevista à Rádio Regional FM de Irecê, nesta quinta-feira (24), que o maior desafio de suas gestões à frente do Executivo baiano foi administrar sob governos federais adversários. O postulante à Casa Alta criticou a relação com os ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Jair Messias Bolsonaro (PL), acusando-os de prejudicar e perseguir o estado.
O petista ainda recorreu a um ditado popular para sintetizar as dificuldades enfrentadas ao longo dos oito anos em que esteve no comando do Palácio Ondina. “Meu maior desafio foi governar com dois presidentes que não gostavam da Bahia, não gostavam do Nordeste. Como diz o ditado popular: pior do que alguém não ajudar é ter alguém que atrapalha, que persegue. E foi o que eu vivi“, declarou.
Para defender sua tese da falta de apoio do Governo Federal, Rui citou a interrupção no repasse de recursos federais destinados às obras de mobilidade urbana na capital baiana após o impeachment de Dilma Rousseff (PT).
“O metrô de Salvador, metade do dinheiro era do recurso federal e metade do governo estadual. Pois bem, depois que caçaram a Dilma, eles pararam de pagar a parte do governo federal. Por quê? Eles queriam colocar a Bahia de joelhos, queriam desmoralizar o estado e paralisar a obra. Pois bem, eu concluí a obra 100% com recurso próprio do governo do Estado“, continuou.
Durante a entrevista, o ex-gestor também ressaltou que o repasse só foi recomposto na atual gestão estadual do governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT), sob o governo do presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além dos transportes, fez questão de destacar a área da saúde como um dos setores mais afetados pelo travamento de verbas federais, defendendo que a União se recusou a credenciar hospitais e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) inaugurados em sua gestão.
“Eu construí muitos hospitais no interior, inclusive ampliei o Hospital de Irecê, abri muitas UTIs e eles não credenciaram nenhum hospital que eu abri. Tive que arcar sozinho, durante todo esse período, todos os hospitais que eu abri eu tive que custear sozinho. Por exemplo, o Hospital Costa do Cacau eu mantive sozinho“, acrescentou.