Por conta da pandemia, especialista estima prejuízo de R$ 73 bi para estados e municípios

                                                                                      Foto: Reprodução

 

Com a pandemia do novo coronavírus, estados e municípios brasileiros estão passando por um momento de crise e prejuízo financeiro. Segundo o especialista em finanças públicas, Antônio Ribeiro, em entrevista na manhã desta quinta-feira, 30, para o ‘Isso é Bahia’, da rádio A TARDE FM, entre março e maio os entes federativos já somaram prejuízo de R$ 7,3 bilhões e a estimativa é que este valor chegue a R$ 73 bi até o final do ano.

Ainda segundo o especialista, a Bahia é o quarto estado com maior prejuízo causado pelo novo coronavírus. O estado teve, entre março e maio, prejuízo registrado de R$ 790 milhões, ficando atrás apenas de Distrito Federal, Pernambuco e Paraná.

“Estados e municípios não estavam preparados para a Covid-19. O que tivemos foram alguns melhores, com as finanças mais organizadas e este é o ponto fundamental. Reagiram bem, pelo menos ao atendimento do recurso financeiro, os entes federativos que tinham suas contas arrumadas”, explicou Antônio.

Contudo, Antônio também destaca que o prejuízo financeiro não é o único. “Temos problemas de água e saneamento que são muito complicados no Brasil”, disse o especialista.

“É preciso primeiro entender que os efeitos desta crise ocorrem nos setores mais diversos na sociedade. São efeitos sociais, econômicos, políticos e culturais. Isso quer dizer que a crise da Covid-19 apresenta desafios em diversas dimensões. A questão sanitária é a mais visível, mais ativa, mas não é só isso”, completou.

Ao final da entrevista, o especialista financeiro comentou sobre algumas lições e prioridades deixadas na humanidade com a pandemia do novo coronavírus. “Não temos que ficar discutindo entre economia e salvar vidas. A prioridade é salvar vidas sempre. Não se deve priorizar a economia neste momento. As prioridades também devem ser voltadas para medidas mais urgentes do momento e para as visões do futuro. O que fazer pós-pandemia é algo que precisamos pensar agora”, afirmou. As informações são do jornal A Tarde.

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