Major Denice: “Não sou e nem quero ser unanimidade dentro do PT”

                                                                         Foto: Reprodução / Google fotos

 

A Major Denice Santiago (PT) afirmou que se sente honrada por ser a primeira mulher negra a ser candidata à Prefeitura de Salvador com perspectiva de ganhar. A postulante, no entanto, tem consciência de enfrentará uma dura batalha de convencimento pela frente. Ela concedeu entrevista exclusiva ao Instagram do portal TRBN (@trbn_oficial), plataforma online da Tribuna, onde falou sobre diversos assuntos.

“Não sou unânime e nem quero ser, mesmo porque tenho consciência que o meu partido é formado por pessoas inteligentes. E toda unanimidade é burra. Unanimidade é chancelar uma determinação, é quase uma coisa ditatorial. Então, não sou e nem quero sê-lo. Gosto do sim do debate, da divergência. Gosto de entender que as pessoas querem agregar valores ao que eu constituo, ao que eu acredito. Porque quando alguém me traz um dado novo ao que está sob a minha visão, acato como uma oportunidade, como uma possibilidade de melhora. Sempre foi assim”, declarou à apresentadora Fan Teixeira.

“Por outro lado, esse partido, depois que ele decide democraticamente a sua postura, ele marcha unido e segue firme. Não tenho problema nenhum com as pessoas que divirjam do meu modo de ser e de pensar. Isso não me afasta das pessoas. Pelo contrário. Me deixa curiosa para entender quais são as percepções existentes”, continuou a novata no reino petista.

De todos os pré-candidatos, Denice é a que tem menor experiência política, apesar de ter gerido com êxito a Ronda Maria da Penha. Questionada sobre como lida com esse fato, ela é firme: “Gosto quando me fazem essa pergunta para falar que ainda não tem no código brasileiro de profissões nenhum código relacionado à política. A nossa democracia oportuniza que todas as pessoas que são eleitores possam ser elegíveis. Não existe pré-requisito na nossa Constituição, na nossa Carta Magna, por exemplo, que para ser isto tem que ter sido aquilo na perspectiva eleitoral de política partidária”.

A major também acredita que, mesmo com a pandemia, terá tempo de mostrar as suas propostas para a população. “A legislação só permite a campanha a partir de determinado período, apesar de não sabermos como ficará, é de 45 dias antes da eleição. [..] Vamos estar mostrando a nossa campanha. Tenho certeza que a militância do nosso partido, que é algo maravilhoso, e o que nós estamos propondo para esta cidade, fará com que as pessoas façam as suas escolhas”. As informações são do jornal Tribuna da Bahia.

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