Horário eleitoral consome um terço das despesas somadas dos candidatos à prefeitura de Salvador

                                                                                       Foto: Divulgação

 

Apesar do avanço do uso das redes sociais pelas candidaturas, as formas mais tradicionais de fazer campanha continuam consumindo um alto volume dos recursos empregados por candidatos e candidatas em busca da preferência do eleitorado, de acordo com as despesas informadas pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral.

Em Salvador, conforme levantamento feito por A TARDE nesta quinta-feira, 5, os postulantes à prefeitura já gastaram, juntos, pelo menos R$ 3,5 milhões em programas de rádio, televisão ou vídeo. O valor corresponde a 32% do total de despesas somadas dos candidatos (R$ 10,8 milhões).

O montante relativo às propagandas é declarado no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como “produção de programas de rádio, televisão ou vídeo”, mas boa parte dessas despesas também são contabilizadas por alguns candidatos como “serviços prestados por terceiros”.

Quem mais declarou despesas específicas na produção de programas foi a Major Denice, candidata do PT, com R$ 1,1 milhão. É mais da metade dos R$ 2,08 milhões em despesas já contratadas por sua campanha. Depois, aparece Bruno Reis (DEM), com R$ 843 mil gastos em peças para rádio e TV.

A segunda maior fatia das despesas dos candidatos é referente à publicidade por materiais impressos e adesivos, como placas, santinhos, faixas, praguinhas (adesivos para roupas) e perfurados (usados em veículos). No total, foram R$ 2,7 milhões aplicados em materiais desse tipo.

Entre os postulantes, Bruno foi, disparado, quem mais gastou com os impressos e adesivos – foram R$ 2,1 milhões. No entanto, chama a atenção, o quanto Bacelar (Podemos) investiu nesses itens – proporcionalmente, foi ele quem mais utilizou recursos com esse fim. Dos R$ 83 mil em despesas declaradas pelo candidato, mais da metade (R$ 46 mil) é relativa a materiais impressos.

Com um campanha bastante judicializada, os serviços advocatícios ocupam o terceiro lugar na lista de despesas. Juntos, os candidatos já dispenderam R$ 550,5 mil com escritórios de advocacia. No entanto, esse valor é quase concentrado nas campanhas de Bruno e Denice, com R$ 300 mil e R$ 150 mil, respectivamente. Os gastos com advogados feitos pelo Pastor Sargento Isidório (Avante) e Olívia Santana (PCdoB) completam o montante. Foram R$ 70,5 mil em despesas advocatícias feitas pelo deputado federal, enquanto a deputada estadual usou R$ 30 mil em serviços semelhantes.

Com gestão de mídias e impulsionamento de conteúdo nas redes sociais, os candidatos tiveram despesas que totalizam R$ 344 mil. Novamente, Bruno lidera nos gastos declarados, com R$ 145 mil aplicados em gestão de mídias digitais e outros R$ 55 mil em impulsionamento. Se fosse observado apenas o valor investido em impulsionamento, a liderança seria de Denice, com R$ 75 mil.

Entre as despesas declaradas pelos candidatos, há ainda gastos na produção de jingles, vinhetas e slogans; combustíveis e lubrificantes; transporte ou deslocamento; cessão ou locação de veículos; serviços contábeis; pesquisas ou testes eleitorais; locação ou cessão de bens imóveis e móveis (exceto veículos) e publicidade por carros de som, entre outras.

Ranking dos candidatos – Entre os postulantes, Bruno já contratou R$ 6,6 milhões em despesas, o que corresponde a pouco mais de 60% do que foi gasto por todos os candidatos. Em segundo lugar, vem Denice, com R$ 2,08 milhões.

Depois, aparecem Olívia e Isidório, com R$ 1,1 milhão e R$ 768 mil, respectivamente. Na sequência, estão Bacelar e Hilton Coelho (PSOL), com despesas de R$ 83,2 mil e R$ 77,5 mil.

Cezar Leite (PRTB) declarou despesas de pouco mais de R$ 26 mil. Rodrigo Pereira (PCO) tem uma baixa de estimáveis de R$ 1mil e Celsinho Cotrim (Pros) não apresentou despesas ao TSE até então. As informações são do jornal A Tarde.

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