Democrata sobe o tom e ataca serviço de saneamento

                                                                                     Foto: Divulgação

 

Candidato do DEM à prefeitura de Salvador, Bruno Reis subiu o tom ontem e atacou o serviço, na capital baiana, da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), que é administrada pelo governo do Estado. Em entrevista à TV Aratu, o democrata sugeriu que pode romper o contato com a estatal por causa, segundo ele, da falta de investimentos em saneamento básico na cidade.

“Agora, com o novo marco regulatório do saneamento, já aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo presidente, dá mais autonomia para os municípios. Hoje, a concessão é da Embasa, que está vencida desde o início da gestão. O governo do Estado tem uma ação, que está obtendo êxito por ser o fornecedor da água pública, que vem lá da Pedro do Cavalo. Com a mudança desta legislação, eu tenho consciência que vamos vencer essa ação no Supremo Tribunal Federal, e vai permitir a prefeitura permitir sentar e decidir se vai avançar numa concessão que pode ser com a própria Embasa ou com o privado. Ou se a prefeitura vai assumir o sistema para fazer gestão, mas não vamos admitir a situação do saneamento como está em Salvador”, declarou Bruno Reis.

O postulante do DEM atacou ainda a falta de investimentos na cidade. “Salvador chegou a ter 90% de cobertura de saneamento básico e caiu. Por quê? Por falta de investimento. Salvador é o principal cliente da Embasa, responsável por 56% da sua receita, para onde está indo esses recursos? Salvador que não é. Nós vamos mudar”, frisou.

Durante a campanha, Bruno Reis tem tecido duras críticas ao governo do Estado. Recentemente, atacou a intenção do governador Rui Costa (PT) de vender o Parque de Exposições da capital baiana.

“Salvador não pode abrir mão de ter um Parque de Exposições. Salvador precisa ter um Parque de Exposições. Diferente do governo do Estado, a prefeitura quando vende algum ativo, algum terreno, é para transformar em outro equipamento público. Foi assim com o Centro de Convenções e do Hospital Municipal. O estado quer vender aquele terreno (do Parque de Exposições). Dizem que é para colocar no fundo para garantir a contrapartida que o estado precisa fazer para a ponte-Salvador-Itaparica. E aí teria (no pacote de venda) o Centro de Convenções antigo, o terreno do Detran, o terreno da rodoviária, que vai sair do local (Av. ACM), e o terreno do Parque de Exposições”, afirmou Bruno Reis, durante sabatina promovida pela rádio Sociedade.

Bruno Reis disse ainda que, se eleito, a prefeitura estará disposta a firmar uma parceria para Salvador ter um novo Parque de Exposições. “A prefeitura dispõe de áreas na região de Cassange, que a gente pode disponibilizar. O Estado pode construir e passa para as federações operarem. Salvador não pode abrir mão de um Parque de Exposições. É importante para a cidade. Se o atual a operação dá prejuízo, se ele não cumpre sua função social devidamente, é por má gestão. Cabe ao governo decidir o que vai fazer. Agora, que Salvador precisa de um Parque de Exposições, isso não tenha dúvidas. Se depender de mim para isso ocorrer, o segmento da agropecuária pode contar”, afirmou.

Orçada em R$ 5,34 bilhões, a ponte será erguida por meio de uma parceria público-privada na qual o governo baiano fará um aporte de R$ 1,51 bilhão. O restante do investimento será feito pela iniciativa privada, que vai explorar comercialmente a ponte ao longo de 35 anos. As informações são do jornal Tribuna da Bahia.

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