Guedes diz que Brasil vai surpreender em até 90 dias e atrair investimentos

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O ministro Paulo Guedes (Economia) disse nesta 3ª feira (30.jun.2020) que o Brasil vai “surpreender” nos próximos 60 a 90 dias ao dar continuidade a agenda de reformas e de mudanças de regras em setores.

Citou os setores de gás natural, petróleo, saneamentos, cabotagem e setor elétrico. “5 grandes frentes de investimentos para destravar juridicamente as fronteiras de investimentos”, declarou.

“Temos 60 a 90 dias para destravarmos a fonte [de investimentos]”, afirmou. “Continuamos otimistas e eu diria, na verdade, realistas de que é possível o Brasil retomar as reformas estruturantes e o crescimento econômico antes do que a maioria dos analistas têm previsto”, disse.

As declarações foram dadas durante audiência pública virtual da Comissão Mista de Acompanhamento das Medidas Relacionadas ao Coronavírus do Congresso Nacional. “Eu não diria que a economia cai 9%, 10% [em 2020]. Também não digo que vamos sair crescendo rápido, mas temos chance de recuperação mais rápida do que estão prevendo”, disse. Ao se referir à estimativa do FMI, de queda superior a 9%, disse que é “chute“.

Ao fazer a retrospectiva de medidas fiscais e de incentivo ao crédito adotadas, o ministro disse que em 2 ou 3 semanas de pandemia o governo federal conseguiu mobilizar R$ 500 bilhões sem modificar a Constituição.

Disse que o valor atualmente chegou a R$ 1 trilhão com as ações de estímulos. “Isso é duas vezes mais do que a média dos países emergentes. Isso é 10% acima da média dos países avançados”, afirmou Guedes.

Depois da aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) de Guerra, o Congresso e o governo criaram o auxílio emergencial, também conhecido como coronavoucher, que dá R$ 600 para as pessoas mais vulneráveis com a crise.

Quando foi aprovado, era previsto para pagar R$ 50 bilhões por ano. Guedes comentou que o valor subiu para R$ 150 bilhões porque o governo descobriu “38 milhões de invisíveis”, que são pessoas que não tinham registros formais no setor público.

Somados a este grupo, a União também custeou o benefício para 20 milhões de beneficiários do Bolsa Família e em torno de 10 milhões de microempreendedores.

Guedes afirmou que, dos 38 milhões de invisíveis, de 8 a 10 milhões são pessoas pobres com pouca assistência. O restante são “empreendedores que trabalham por conta própria e estão se virando para ganhar a vida”.

Para este grupo, o ministro voltou a defender a carteira de emprego verde e amarela, que formaliza trabalhadores. “O objeto do programa verde e amarelo é dar dignidade para os que lutam e que são desassistidos pelo Estado”, declarou.

O ministro Paulo Guedes (Economia) disse que as medidas conseguiram “atenuar o choque econômico”. Reconheceu falhas nos incentivos de acesso ao crédito, mas afirmou que o país está conseguindo manter empregos.

“Apesar da queda brutal na produção, no comércio, a massa salarial no Brasil subiu. É um dos pouquíssimos países que conseguiu fazer a massa salarial subir. Há mais recursos circulando hoje do que havia quando começou a crise. Então nós conseguimos efetivamente atenuar o choque econômico que seria dado nessa economia em caso não tivéssemos agido com tanta força”, disse o ministro.

Além de R$ 150 bilhões com o auxílio emergencial, a União custeou o mesmo valor para Estados e municípios.

Guedes disse que o programa mais bem sucedido foi o BEm, que tem como objetivo proteger rendas e empregos. Ele será prorrogado, segundo o secretário de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco.

“Em 5 a 6 semanas, enquanto os americanos demitiram 30 milhões de trabalhadores do mercado formal, o Brasil protegeu 10 milhões de empregos”, disse Paulo Guedes, em referência aos contratos firmados por empresas que prometeram não demitir.

Em troca, essas companhias negociam redução salarial e da jornada de trabalho, ou até suspensão do contrato. O Tesouro Nacional custeia valor compensatório de acordo com o que o trabalhador tem direito do seguro desemprego.

Ao todo, foram 11.698.243 contratos suspensos ou reduzidos no país durante a pandemia, segundo o Ministério da Economia. O Tesouro Nacional desembolsou R$ 17,4 bilhões.

“Houve nesse mesmo período (5 a 6 semanas) uma demissão de em torno de 1 milhão de pessoas só do mercado formal”, declarou. “Do ponto de manutenção de empregos, eu considero 1 dos programas mais bem sucedidos do mundo”.

As informações são do site Poder 360

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