EUA listam PCC e CV como terroristas e governo avalia impactos financeiros

marcorubio

O governo dos Estados Unidos assinou ontem (29) a classificação das facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho como Organizações Terroristas Estrangeiras.

De acordo com a colunista do UOL Mariana Sanches, o documento foi assinado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e é um resultado direto dos pedidos feitos pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) em sua visita a Donald Trump. O governo Lula é contrário à designação por ver riscos à soberania brasileira e potencial impacto na economia.

Em reação à medida anunciada pelos EUA, o presidente Lula pediu a auxiliares um levantamento minucioso sobre o impacto econômico da decisão, segundo a Folha de S.Paulo. A reportagem diz que o presidente deve usar o episódio para reforçar o discurso em defesa da soberania nacional que tenta emplacar desde a imposição de sanções por Trump contra o Brasil.

O enquadramento das facções como terroristas amplia restrições de imigração e aumenta o risco legal para empresas, que podem ficar sujeitas a sanções do Tesouro dos EUA, e o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros costuma alertar sobre o risco de fazer negócios em regiões com grupos designados como terroristas. Saiba por que o governo é contra.

Internacionalistas ouvidos pela Folha de S.Paulo avaliam que a classificação dos Estados Unidos sobre o PCC e o CV como organizações terroristas não garante uma intervenção militar em território brasileiro. No entanto, a medida abre caminho para que as Forças Armadas dos EUA atuem contra as duas facções, inclusive no mar, como ocorreu na Venezuela. Outra consequência direta é o uso de ferramentas contra indivíduos, empresas e organizações brasileiras que tenham algum tipo de relação com as facções.

Uol

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