A declaração do ex-governador Romeu Zema (Novo) de que Michelle Bolsonaro poderia ser sua candidata a vice à Presidência provocou forte reação na cúpula do PL e ampliou o desgaste entre o bolsonarismo e o presidenciável do Novo.
Ao ser questionado sobre a composição da chapa, Zema afirmou que a ex-primeira-dama era “uma possibilidade”, desde que o nome escolhido fosse “ficha limpa”. A informação é do jornal O Globo.
Poucas horas depois, Michelle Bolsonaro descartou publicamente a hipótese. Em publicação nas redes sociais, afirmou que ainda nem definiu se disputará o Senado pelo Distrito Federal e ressaltou que, por ser filiada ao PL, partido que já lançou Flávio Bolsonaro à Presidência, “não há nenhuma possibilidade” de integrar uma chapa de outra legenda.
Nos bastidores, dirigentes do PL interpretaram a fala de Zema como uma tentativa de explorar a crise entre Michelle e Flávio Bolsonaro para fortalecer sua candidatura. Aliados do senador classificaram a declaração como “fogo amigo” e lembraram que Michelle jamais discutiu deixar o partido para compor outra chapa.
Integrantes da legenda também afirmam que não é a primeira vez que Zema tenta capitalizar politicamente sobre momentos de tensão no bolsonarismo.