Copom eleva Selic a 6,25% e sinaliza mais aumentos pela frente

Foto: Reprodução

 

 

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou, nesta quarta-feira (22), a elevação da Selic em 1 ponto percentual para 6,25% ao ano. Esta foi a quinta alta consecutiva, e a terceira de 1 ponto percentual.

Segundo o último Boletim Focus, diante da pressão inflacionária, os economistas estimam uma taxa de juros de 8,25% em dezembro deste ano e, para 2022, as expectativas são de 8% ao ano.

Entre os efeitos da Selic no dia a dia do consumidor, um deles tem relação com a casa própria: o aumento da Selic está diretamente relacionado aos custos dos empréstimos imobiliários porque as instituições financeiras, responsáveis por ofertar esse tipo de financiamento, costumam repassar parte das altas da taxa básica de juros às taxas cobradas nos contratos –o que torna as prestações mais caras.

O oposto também é verdadeiro: com a Selic baixa, há uma tendência de redução de preços. A Selic passou por um ciclo de queda de 14,25% em agosto de 2016 para 2% em agosto de 2020 — e se manteve assim até março de 2021.

De lá para cá, teve início um novo ciclo de alta, mas o patamar ainda é considerado baixo comparando com o que o país teve nos últimos anos —por isso, a atratividade ainda existe.

Os dados comprovam: os financiamentos imobiliários com recursos da poupança (SBPE) somaram R$ 94,3 bilhões até julho de 2021, alta de 123% na comparação anual, considerando imóveis para aquisição, conforme os dados mais recentes da Associação das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Em quantidade de unidades financiadas para aquisição, 2021 soma até julho 333,7 mil unidades, alta de 102% na comparação com o mesmo período do ano passado.

As informações são do InfoMoney

 

 

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