Candidatos a prefeito de Salvador estreiam hoje no horário eleitoral

                                                                                    Foto: Reprodução

 

Sete dos nove candidatos a prefeito de Salvador estreiam hoje no horário eleitoral na TV e no horário. Os programas serão exibidos da 7h às 7h10 e 12h às 12h10 no rádio, já na televisão vai ao ar das13h às 13h10 e 20h30 às 20h40. Apenas Cezar Leite (PRTB) e Rodrigo Pereira (PCO) não têm direito ao horário eleitoral, por causa das novas regras da cláusula de barreira, que estabelece critérios de desempenho eleitoral para o acesso de partidos a recursos do fundo partidário e ao tempo gratuito de rádio e TV.

Com 4 minutos e 35 segundos, o candidato do DEM, Bruno Reis, terá o maior tempo entre os postulantes ao Executivo soteropolitano. Bruno deve ser o recordista em tempo entre todos os candidatos a prefeito de capitais, pois, detém a maior coligação com 15 partidos.

Em Salvador, a postulante do PT, Major Denice Santiago, é quem aparece com o segundo maior tempo, com 1 minuto e 59 segundos. Em seguida, Olívia Santana (PCdoB), com 1 minuto de 10 segundos, Pastor Sargento Isidório (Avante), com 1 minuto e 2 segundos, e Bacelar (Podemos), com 35 segundos. Além deles, Hilton Coelho (PSOL) com 21 segundos, e Celsinho Cotrim (Pros), com 18 segundos.

Marqueteiro da campanha de Bruno Reis, Pascoal Gomes, afirmou que o programa do democrata vai focar na biografia do candidato e as ações adotadas pela administração do prefeito ACM Neto (DEM). Já o marqueteiro da campanha de Olívia Santana, Maurício Carvalho, contou que no horário eleitoral a comunista irá explorar o viés identitário, pelo fato de a candidata ser mulher e negra, além da experiência política. Ao G1, o professor de ciência política da FGV EAESP, Eduardo Grin, criticou o atual modelo de distribuição de tempo de TV e rádio. Para ele, “premia os partidos maiores”.

“Aqueles que são mais competitivos têm mais direito a mais recursos e mais tempo de propaganda. Isso acaba engessando o sistema político e impedindo a renovação”, declarou. “A falta de espaço no horário eleitoral faz muita diferença numa campanha. A televisão continua com bastante influência no eleitorado, apesar de o espaço que as redes sociais conquistaram. E ela ganhou ainda mais relevância neste contexto de pandemia”, emendou.

Preocupação

Pesquisa Ibope divulgada nesta semana mostra que a Saúde e a Educação são as duas principais preocupação do eleitorado soteropolitano. Segundo levantamento, 70% dos entrevistados apontaram a Saúde como a maior preocupação. O motivo principal deve ser a pandemia de coronavírus, que soteropolitanos enfrentam desde março deste ano. Com quase três mil mortes provocadas pela doença, a cidade lidera no estado o número de óbitos da Covid-19, conforme os dados da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab).

A segunda preocupação dos soteropolitanos é com a Educação. Para 46% dos entrevistados, este o principal problema. A pandemia também afetou a área. As aulas estão suspensas na cidade desde o início da crise sanitária. O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), tem dito que não há prazo para o retorno. “Nós temos tomado decisões técnicas. Às vezes, em um determinado momento, você também precisa pegar o pulso das pessoas. Foi por isso que fizemos uma pesquisa interna para saber a opinião majoritária e predominante do soteropolitano em relação à Educação e, também, as praias. Eu fiquei seguro porque as decisões que a gente vem tomando estão harmonizadas com o pensamento da maioria da população. Posso te assegurar que a grande maioria não quer o retorno das aulas porque não sente segurança para isso”, declarou o democrata.

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), também disse que não há previsão de retorno das aulas. “Nós conversamos sobre o protocolo de retorno e continuamos com a ideia de dividir as salas em duas. Estamos acompanhando os números para entender como se pode voltar e não temos um diagnóstico muito claro de como está a doença, para gente saber como voltar para as aulas. O número de mortes cria uma sensação de que a doença ainda está forte. Não dá para tomar decisão burocrática. Precisa reduzir os números ainda”, declarou o petista. As informações são do jornal Tribuna da Bahia.

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