Em entrevista à imprensa após sessão ordinária desta terça-feira (27) da Câmara Municipal de Salvador (CMS), o presidente da Casa, vereador Carlos Muniz (PSDB), falou que acredita na inocência da ex-vereadora Léo Kret (PDT), alvo de uma operação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) que investiga supostos desvios de recursos públicos destinados a entidades carnavalescas e organizadores de Paradas LGBTI+.
“Ela tem ampla defesa para contestar tudo aquilo que está sendo dito. Acho que a ex-vereadora vai comprovar a inocência dela. Na minha visão, ela não teria necessidade de fazer isso”, afirmou.
A ex-vereadora ocupava o cargo de diretora de políticas para pessoas LGBTQIA+ da Secretaria Municipal da Reparação (Semur), desde abril do ano passado chegou a se pronunciar através das redes sociais para se defender e negar que tivesse sido presa, conforme foi veiculado em alguns meios de comunicação.
Muniz ainda fez questão de destacar que pessoas que ocupam cargos públicos e administram recursos públicos estão sujeitas a investigações e exposição de seus nomes durante apurações
“Qualquer político está sujeito a isso. Toda pessoa que mexe com dinheiro público está sujeita. Isso não é novidade”, acrescentou.
Após ser alvo da operação policial, Léo Kret foi exonerada do cargo de diretora-geral da Secretaria Municipal de Reparação (Semur). E a decisão da exoneração foi defendida pelo líder do governo na Câmara de Salvador, Kiki Bispo (União Brasil) que ressaltou a importância do afastamento durante as investigações e descartou a possibilidade de a operação afetar a pré-candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Bahia.