O Pix voltou ao centro do debate econômico com publicações na revista britânica The Economist e no jornal norte-americano The Wall Street destacando o sucesso do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos e refutando as críticas feitas ao sistema pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Para o The Economist, as acusações feitas pelo governo norte-americano contra o sistema de pagamentos do Banco Central não se sustentam e se baseiam em premissas frágeis de que o Pix teria sido projetado para prejudicar empresas de pagamento dos EUA.
O jornal destaca que, a despeito do exporto pela gestão Trump, o fato de que o sistema ser controlado pelo Banco Central não cria discriminação ou um mercado desleal para empresas estrangeiras. O texto destaca que qualquer instituição financeira licenciada que opere no Brasil pode se conectar à rede de pagamentos instantâneos livremente.
A revista britânica sustenta que a Seção 301 da lei comercial norte-americana, utilizada como argumento para impor novas tarifas de 25% ao Brasil, nunca antes tinha sido utilizada para alvejar sistemas de pagamentos domésticos de outros países.
Em outra publicação feita em 12 de julho, a The Economist também pontuou que a ofensiva americana contra o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos evidencia um movimento mais amplo de fragmentação da infraestrutura financeira internacional, “tradicionalmente dominada por empresas americanas como como Visa e Mastercard”.
Para a Economist, a imposição de novas tarifas simboliza uma nova fase da geopolítica financeira mundial. À medida que os EUA utilizam de forma mais explícita seu peso econômico e financeiro como instrumento diplomático, países de diferentes espectros políticos buscam reduzir sua dependência das plataformas controladas por Washington.