Uma semana após os dois terremotos que atingiram o litoral central da Venezuela, o balanço oficial soma mais de 1.900 mortos e cerca de 10 mil feridos. O governo diz que 855 edifícios foram afetados, dos quais 189 tiveram colapso total.
A maior concentração de danos está em La Guaira, onde torres residenciais de mais de dez andares desabaram. No prédio Ritasol Palace, moradores continuam cavando os escombros à mão depois que as buscas oficiais foram suspensas no fim de semana. Famílias relatam falta de máquinas pesadas — a CNN registrou uma escavadora do governo parada por falta de combustível, apesar de o país deter as maiores reservas de petróleo do mundo.
Em La Guaira, médicos voluntários transformaram um McDonald’s abandonado em hospital de campanha, montando um centro cirúrgico improvisado no salão do restaurante. O atendimento depende de doações da sociedade civil; segundo relatos de voluntários, o apoio do governo tem sido escasso.
Geólogos consultados por veículos venezuelanos descartam um novo tremor de magnitude maior no curto prazo, mas preveem réplicas por três a seis meses, período considerado normal após um evento sísmico dessa intensidade. A Organização Mundial da Saúde alertou para o risco de surtos de dengue, malária e infecções gastrointestinais diante do acúmulo de corpos e da precariedade dos abrigos.
Uol