Privatização da Petrobras não precisa seguir modelo da Eletrobras, diz governo

20/04/2018-P-74 no campo de Búzios no pré-sal da Bacia de Santos

A secretária-executiva do MME (Ministério de Minas e Energia), Marisete Pereira, afirmou nesta quarta-feira (8) que o processo de privatização da Petrobras não precisa seguir o modelo de capitalização adotado para a Eletrobras.

Segundo ela, o ministério ainda espera decreto do presidente Jair Bolsonaro (PL) para iniciar os estudos que definirão o modelo de venda da Petrobras, que foi qualificada pelo PPI (Programa de Parcerias e Investimentos) na terça (7).

“Não quer dizer que o modelo da Petrobras seja semelhante ao da Eletrobras”, disse a secretária, em palestra no Enase (Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico).

“É um novo estudo, com um olhar de que tipo de medidas a gente precisa para tratar os diferentes segmentos em que a Petrobras tem atuação”, completou. Pereira participou do evento de forma virtual e, portanto, não deu entrevistas após a palestra.

Na privatização da Eletrobras, o governo está vendendo novas ações da empresa, para reduzir sua fatia no capital social, criando uma empresa sem controle definido. O modelo impõe travas para que investidores tenham poder excessivo nas decisões da companhia.

Uma eventual privatização da Petrobras é vista como mais complexa pelo mercado, diante do poder econômico da empresa em determinados segmentos da cadeia de petróleo e gás, como o transporte e armazenamento de combustíveis.

A venda da maior estatal brasileira ganhou apoio diante da escalada dos preços dos combustíveis no país, embora não seja possível garantir que esse processo represente alívio ao consumidor.

O próprio presidente Bolsonaro admitiu que o processo levaria anos para ser concluído, sem impactos, portanto, sobre a crise atual.

Nicola Pamplona/Folhapress

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