Presidente do PT defende Jaques Wagner e diz confiar na sua inocência

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O presidente do PT, Edinho Silva, defendeu nesta quinta-feira (18) o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), alvo de uma operação da Polícia Federal no âmbito do caso Master, e disse ter confiança que o senador comprovará sua inocência.

“O senador Jaques Wagner é depositário de toda a nossa confiança. Apoiamos todas as apurações envolvendo o Banco Master, a sociedade tem o direito de saber a verdade, os crimes cometidos precisam ser apurados e os responsáveis penalizados. Nesse processo de investigação e apuração, temos confiança que Jaques Wagner esclarecerá todos os fatos, comprovando a sua inocência”, afirmou Edinho em nota.

O líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), adotou tom parecido. “Não tenho ainda maiores informações nem conheço o que Wagner tem a dizer, por isso, aguardo com tranquilidade pois sei de sua seriedade e conduta pública. Presidente Lula já repetiu várias vezes que no nosso governo a PF tem independência e trabalha. Quem tiver que dar explicações que faça e prove sua inocência”, afirmou.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, também comentou a ação policial nesta quinta. Ele disse que Wagner tem que ter a oportunidade de se explicar e de se defender. “Estou muito tranquilo com isso e acho que o senador Jaques Wagner vai prestar os esclarecimentos devidos para a justiça”, disse Durigan, em entrevista ao portal Metrópoles.

Ele vinculou a origem do escândalo do Master à gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central.

“[O caso Master] tem um nascedouro, que é a autorização em 2019 para o Daniel Vorcaro instituir e formar o banco, e todas as aquisições que foram feitas e a expansão do negócio, a aquisição de carteiras, que ocorreram de 2019 a 2024, durante a gestão do ex-presidente do BC [Campos Neto]”, declarou.

A PF cumpre 18 mandados de busca e apreensão nesta quinta em nova fase da operação Compliance Zero, que investiga irregularidades relacionadas a Daniel Vorcaro e o Banco Master.

Os mandados, expedidos pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), abrangem a Bahia, São Paulo e Distrito Federal, e envolvem Wagner, um dos nomes mais importantes do PT.

Outro alvo é o empresário Augusto Lima, que foi sócio de Vorcaro no Master. Foram feitas buscas em endereços ligados a ambos em Salvador e em um hotel em Brasília onde Wagner mora.

O senador foi procurado por meio da assessoria por WhatsApp, mas ainda não se manifestou. A defesa de Augusto Lima também foi procurada e não se posicionou até o momento.

Folhapress

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