Petróleo dispara com bloqueio dos EUA no Estreito de Hormuz

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O petróleo disparou ontem (13) depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a reimposição de um bloqueio naval contra o Irã no Estreito de Hormuz, batizado por ele de “bloqueio iraniano”.

O contrato Brent avançou entre 8% e 9%, para a faixa de US$ 82 a US$ 83 o barril, enquanto o WTI (West Texas Intermediate) subiu na mesma proporção, para cerca de US$ 77.

O movimento amplia a alta já provocada por confrontos ao longo do fim de semana e ocorre depois do colapso do cessar-fogo firmado em 17 de junho entre EUA e Irã, seguido por ataques americanos a mais de 80 alvos no território iraniano e pelo fechamento do estreito anunciado pela Guarda Revolucionária.

O Estreito de Hormuz é hoje uma passagem que a Marinha americana descreve como corredor vital para o comércio global, respondendo por cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito transportados por via marítima no mundo.

Mesmo antes deste novo bloqueio mais amplo, a rota já vinha de meses de instabilidade: fechada pelo Irã desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, teve uma reabertura breve em meados de abril que durou poucas horas antes de ser revertida, em meio à manutenção de um bloqueio paralelo dos EUA aos portos iranianos desde 13 de abril.

O tráfego, que somava entre 125 e 140 travessias diárias antes do conflito, já operava muito abaixo do normal havia semanas: dados da plataforma Windward mostram que, em um intervalo de doze horas na última sexta-feira, apenas seis embarcações cruzaram o estreito, e cerca de 230 petroleiros carregados seguiam parados dentro do Golfo Pérsico sem destino definido.

O novo bloqueio passa a valer a partir de hoje ao longo de toda a costa iraniana, incluindo portos e terminais petrolíferos, e qualquer embarcação que entre ou saia dessas áreas sem autorização americana pode ser interceptada e apreendida. Os EUA também anunciaram uma taxa de 20% sobre a carga de qualquer navio que passe pelo estreito, medida que a Organização Marítima Internacional (IMO) classificou como sem base legal.

Uol

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