O entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já trabalha com a possibilidade de que a votação da PEC que propõe o fim da jornada de trabalho 6×1 e outras pautas de interesse do governo sejam adiadas para depois das eleições de outubro.
Entre os fatores apontados estão o esvaziamento do Congresso durante o período eleitoral e o distanciamento entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A reportagem é do jornal O Globo.
Além da PEC 6×1, estão no radar do governo a PEC da Segurança Pública e o projeto que estabelece regras para a exploração de minerais críticos e estratégicos. A proposta que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas foi aprovada em dois turnos pela Câmara em maio, mas ainda não avançou no Senado. O Planalto avalia que a mobilização popular em torno do tema pode ser usada para pressionar os parlamentares pela votação após o recesso.
O governo também acompanha a tramitação de medidas provisórias, entre elas a que prevê o fim da cobrança de 20% sobre compras internacionais de pequeno valor, conhecida como “taxa das blusinhas”. A medida perde a validade em setembro caso não seja aprovada pelo Congresso. Aliados de Lula temem que o adiamento ou a rejeição de pautas importantes seja explorado politicamente durante a campanha presidencial.