Governador admite que pediu para Wagner ajudar na articulação política

                                                                                     Foto: Reprodução

 

O governador Rui Costa (PT) confirmou ontem que pediu ajuda ao senador Jaques Wagner para tocar a articulação política na Bahia. O parlamentar entrou em campo após as atenções do chefe do Palácio de Ondina se voltarem para ações de combate contra o Covid-19.

“Pedi ajuda ao senador Jaques Wagner porque, por conta da pandemia, o governo como um todo continua. E acrescentada a pandemia… então é muito problema. Pedi ajuda dele para que eu possa ficar centrado nessa coisa da pandemia. Tenho conversado com ele. Hoje à tarde vou conversar novamente. Mas é evidente que você precisa de muita conversa, muito tempo ao telefone, muito tempo em reunião virtual para poder ir afunilando posições. E é esse tempo que eu infelizmente não tenho. E eu pedi a ajuda dele para a gente poder avançar nessa discussão mais da política. E ele já está fazendo isso. Agradeço muito. Não é sua obrigação, mas pedi essa ajuda”, declarou o petista, em coletiva de imprensa.

Segundo informações do PT Bahia, Wagner assumiu a coordenação de campanhas do PT e de aliados nas 50 maiores cidades da Bahia. “Wagner está coordenando nas 50 maiores cidades a montagem dos palanques da base aliada, a pedido do governador. Ele tem dialogado com todos os partidos aliados e ajudado nas definições”, declarou o presidente estadual do partido, Éden Valadares para a reportagem. Em Salvador, o ex-governador também comanda a chapa da pré-candidata Major Denice Santiago (PT).

Conforme já informado, o parlamentar entrou em campo a pedido de partidos da base. Nos bastidores, inclusive, ventilou-se a possibilidade de ele assumir a Secretaria de Relações Institucionais do Estado – que está vacante desde a saída de Cibele Carvalho para se candidatar à prefeitura de Rafael Jambeiro (BA). Segundo fontes da reportagem, no entanto, a possibilidade não existe.

Em julho, Wagner informou por meio de sua assessoria de imprensa que trabalha juntamente com Rui. “O governador Rui Costa está praticamente com 100% do tempo dedicado ao enfrentamento da pandemia. Ele só pensa nisso: de manhã, de tarde e de noite. Ele mesmo diz que não tem tempo pra outra coisa. Então, como eu já fui governador, emergencialmente tô cuidando disso, ao lado do presidente do partido e em diálogo com os partidos da nossa base. E faço todas as conversas alinhando com o governador, que coordena o processo e com quem falo diariamente”, declarou.

Governo Bolsonaro

Rui Costa voltou a criticar a falta de diretriz nacional do governo Bolsonaro na pandemia. “Diria que o Brasil inteiro vem sofrendo desde o início da pandemia por uma ausência completa de uma coordenação nacional para cuidar da pandemia. Nenhuma nação do mundo, seja a Ásia, seja a Europa ou as nações que enfrentaram com um mínimo de seriedade esse problema, houve sucesso quando não ocorreu uma coordenação nacional

Podemos olhar os exemplos positivos dos países asiáticos e na Europa cito a Alemanha, que conseguiu deixar as divergências ideológicas de lado e unificou o país no combate à essa doença tão letal. Países que não optaram pela coesão, por deixar essa politicagem de lado, estão pagando um preço muito alto. Cito os exemplos da Itália, dos Estados Unidos e do Brasil.

Rui ainda destacou os relatórios que apontam o Brasil como líder em novos casos. “Isso é um absurdo. Entristece muito”, ressaltou, lembrando que o Ministério da Saúde ainda está sem ministro desde a saída de Nelson Teich da pasta.

Questionado especificamente se o governo federal preteriu a Bahia em função de Palácio de Ondina ser gerido pelo PT, Rui se posicionou: “Os recursos que nós recebemos foram aqueles aprovados no Congresso Nacional. Só recentemente tivemos acesso, por exemplo, a alguns respiradores. E mesmo assim são respiradores são metade respiradores de UTI e metade de transporte, que tem um uso muito limitado, porque não pode ser colocado na UTI. Então, não diria que é uma coisa apenas com o Partido dos Trabalhadores. Tenho ouvido essa queixa de outros governadores de diversos partidos. Nem poderia dizer que houve um direcionamento com o PT. Houve uma ausência de direcionamento de coordenação de saúde”. As informações são do jornal Tribuna da Bahia.

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