Flávio Bolsonaro (PL) atribuiu a Lula (PT) e ao Judiciário o cancelamento do debate da Globo que ocorreria na noite de ontem, após decisões do TSE que alteraram as regras do encontro, principalmente obrigando a presença do candidato Renan Santos e proibindo a exibição do lugar vazio de Lula.
Em live, o candidato acusou o presidente de usar “amigos no Judiciário” para impor censura, sem apresentar provas de interferência de Lula nas decisões.
Flávio também pediu um “voto de protesto, revolta, inteligente” e defendeu sua candidatura como opção para derrotar o presidente no primeiro turno. A dois dias das eleições, a campanha de Lula concentra esforços nos eleitores indecisos, que somam 2% na pesquisa estimulada e 13% na espontânea do Datafolha.
O presidente Lula aproveitou a entrevista ao Flow Podcast, realizada no mesmo horário em que ocorreria o debate da Globo, para atacar Flávio Bolsonaro e defender aliados. O presidente mencionou suspeitas envolvendo Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e também lembrou a notícia de que o senador advogou para um policial acusado de matar uma criança de cinco anos no Rio.
Lula também criticou a lobista Roberta Luchsinger, alvo de inquéritos da Polícia Federal pelo escândalo do INSS ao lado de seu filho Lulinha, de quem é amiga, e a chamou de ‘Vorcaro feminino’, mas defendeu o senador Jaques Wagner, citado em investigações do Master. A entrevista ocorreu depois que a Globo cancelou o debate, após decisões do TSE e do STF e a desistência de Flávio. A transmissão do Flow chegou a 1,7 milhão de espectadores simultâneos, enquanto a live de Flávio atingiu cerca de 900 mil.
UOL