O filme Dark Horse, produção norte-americana sobre o atentado contra Jair Bolsonaro em 2018 e sua vitória nas eleições presidenciais, dedica mais espaço à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro do que ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontam pessoas que assistiram ao longa antes da estreia.
Integrantes da pré-campanha de Flávio acompanharam sessões do filme para avaliar possíveis impactos eleitorais e concluíram que o senador tem participação discreta, enquanto Michelle aparece com maior destaque ao longo da narrativa. A informação é do jornal O Globo.
Segundo a coluna, a avaliação do entorno de Flávio é que o longa se concentra na reconstituição da facada sofrida por Jair Bolsonaro, funcionando mais como um thriller político do que como uma cinebiografia. A estratégia de lançar o filme apenas após as eleições também é vista como uma forma de reduzir questionamentos sobre eventual influência na disputa eleitoral.
A produção já esteve no centro de controvérsias por causa de seu financiamento e tramita em processos na Agência Nacional do Cinema (Ancine). O filme, estrelado pelo ator americano Jim Caviezel no papel de Jair Bolsonaro, teve pedido para barrar sua estreia durante o período eleitoral, mas a ação foi arquivada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por questões processuais.