Estados Unidos e Irã firmaram um acordo de paz histórico para encerrar um conflito de quatro meses e reabrir o estratégico Estreito de Ormuz. O anúncio foi realizado neste domingo pelo primeiro-ministro do Paquistão, que atuou como mediador, e posteriormente confirmado pelo presidente Donald Trump e por autoridades de Teerã.
O entendimento prevê o fim imediato das operações militares em todas as frentes e a remoção do bloqueio naval norte-americano na região. A cerimônia oficial de assinatura está agendada para o dia 19 de junho, na Suíça, momento em que o memorando de entendimento com os detalhes das negociações deverá ser integralmente divulgado.
No mercado financeiro, a notícia gerou alívio imediato, com os preços do petróleo recuando cerca de 4% diante da perspectiva de normalização do fluxo de energia. O acordo preliminar sugere ainda o levantamento de sanções petrolíferas contra o Irã e o início de novos diálogos sobre o programa nuclear do país, visando conter as pressões inflacionárias globais.
Apesar do avanço diplomático, o cenário ainda exige cautela devido a tensões remanescentes envolvendo Israel e o Hezbollah no Líbano. Detalhes cruciais sobre compensações econômicas e o cumprimento de exigências mútuas permanecem sob sigilo e serão fundamentais para garantir a estabilidade do pacto no longo prazo.
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