A Espanha conquistou o segundo título mundial de sua história ao vencer a Argentina por 1 a 0, com gol de Ferran Torres na prorrogação, na final da Copa do Mundo disputada no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey (EUA).
O atacante do Barcelona marcou aos 106 minutos, após cruzamento de Pedro Porro na segunda trave e desvio de cabeça de Nico Williams. A Argentina, campeã em 2022, termina como vice pela quarta vez. O roteiro repetiu o de 2010, quando a Espanha bateu a Holanda em Johanesburgo com gol de Andrés Iniesta, também no tempo extra.
Dezesseis anos depois, a seleção de Luis de la Fuente voltou ao topo após dominar amplamente a decisão: foram 20 finalizações até superar o goleiro Emiliano “Dibu” Martínez, que fez ao menos quatro defesas difíceis e adiou o gol espanhol até a etapa final da prorrogação. A partida ficou marcada por dois lances polêmicos.
Nos acréscimos do tempo regulamentar, o meio-campista Enzo Fernández foi expulso ao receber o segundo cartão amarelo por entrada dura em Pau Cubarsí, deixando a Argentina com dez jogadores na prorrogação. Antes do gol do título, o árbitro esloveno Slavko Vincic anulou um gol de Nico Williams por falta de Mikel Merino no início da jogada — decisão contestada pela imprensa espanhola.
Com o resultado, a Espanha bateu o recorde de maior invencibilidade da história entre seleções: são 38 jogos sem perder, um a mais que a marca da Itália entre 2018 e 2021. Na campanha, a Fúria sofreu apenas um gol — nas quartas de final, contra a Bélgica — e marcou 14. A Argentina de Lionel Scaloni havia vencido os sete jogos até a decisão, com 19 gols marcados.
Esta foi a primeira Copa do Mundo com 48 seleções e 104 partidas, disputada em três países-sede: Estados Unidos, México e Canadá. A final incorporou o padrão de grandes eventos esportivos norte-americanos, com cerimonial pré-jogo — que contou com a presença do ator Tom Cruise e do tenista Carlos Alcaraz — e intervalo estendido de 27 minutos para shows de Madonna, Shakira, Justin Bieber e BTS, nos moldes do Super Bowl, a decisão da liga de futebol americano dos EUA. O público foi de 80.663 pessoas.
Uol