Congresso e governo discutem votação de reformas durante pandemia

                                                                                       Foto: José Cruz

 

Desde que deixou de se reunir e passou a votar remotamente, ainda em março, o Congresso congelou a tramitação de importantes propostas da pauta econômica para priorizar a votação de projetos voltados para o combate à covid-19 e seus efeitos econômicos e sociais. Dois meses depois, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), querem retomar a discussão sobre reformas estruturais, como a tributária e administrativa.

Maia e Davi vão discutir o assunto com o presidente Jair Bolsonaro em encontro previsto para esta quinta-feira (21). No início do distanciamento social, os presidentes da Câmara e do Senado fizeram um acordo com líderes para que apenas propostas relacionadas à pandemia ou que pudessem ser votadas sem grande polêmica fossem pautadas.

O entendimento agora é que as medidas mais emergenciais foram votadas e o momento é de pensar também no cenário pós-pandemia, que deverá ser marcado por dificuldades ainda maiores para o fechamento das contas públicas. Por isso, segundo eles, é preciso manter as reformas em discussão. “Até porque não se sabe até onde tudo isso vai”, disse, de maneira reservada ao Congresso em Foco, um interlocutor próximo a Davi.

Segundo ele, o senador considera que o governo perdeu o timing para as duas reformas, depois de aprovar o novo modelo previdenciário ano passado. As negociações têm sido feitas por Maia e Davi com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e lideranças do setor produtivo.

A possibilidade de o Congresso discutir as reformas durante a pandemia enfrenta resistência. Parlamentares da oposição e mesmo aqueles que se autodeclaram independentes não veem condições para mexer na legislação do serviço público e do sistema tributário no momento em que o país conta milhares de mortos e sequer chegou ao pico da doença. As informações são do Congresso em Foco.

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