Atos contra Bolsonaro marcados em pelo menos 314 cidades neste sábado

Foto: Sylvio Costa/Congresso

 

 

Movimentos populares, partidos políticos e entidades sindicais e estudantis promovem, neste sábado (3) um novo ato contra o governo Jair Bolsonaro. Este é o terceiro protesto seguido em oposição ao presidente desde o mês passado e vem no rastro de um ‘superpedido’ de impeachment apresentado na Câmara, na última quarta-feira (30).

Os manifestantes devem reverberar, principalmente, as denúncias de superfaturamento em compras de vacinas contra a covid. O assunto foi levado há uma semana para a CPI da Covid, que se desenvolve no Senado, pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e o irmão dele que é servidor do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda.  Essa denúncia, inclusive, fez com que a convocação prevista para 24 de julho fosse antecipada.

O ato anterior ocorreu no dia 19 de junho, quando o Brasil registrou 500 mil mortes pela covid-19. As ruas dos 26 Estados e Distrito Federal foram tomadas por milhares de pessoas que cobravam o retorno do auxílio emergencial ao valor de R$ 600, aceleração no calendário de vacinas e valorização da saúde.

Líderes da oposição acreditam que a pressão nas ruas pode aumentar o cerco para que o presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL),  análise os 123 pedidos de impeachment Bolsonaro já apresentados na Casa.

“O pedido de impeachment ajuda, mas as ruas estarão cada vez mais lotadas conforme avance a vacinação no Brasil. Os próximos meses tendem a ser de muita pressão contra Bolsonaro”, disse o líder da Oposição,  deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), ao Congresso em Foco.

Para a vice-líder da oposição, deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), diante das novas acusações de corrupção, a expectativa é de que os atos cresçam.

“O supepedido de impeachment embala as ruas com mais vontade e mais a abertura do inquérito pedido pela PGR. A expectativa é de que as manifestações sigam crescendo”.

As informações são do Congresso em Foco

 

 

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