Trump diz que EUA vão “cuidar de Cuba” após resolver crise com o Irã

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira. 4, que a população de Cuba “quer terrivelmente” que Washington cuide do país que já foi comandado por Fidel Castro e prometeu que vai fazer isso. “Vamos cuidar de Cuba depois de terminar com o Irã, talvez seja possível investir lá”, disse Trump em evento na Casa Branca para anunciar medidas voltadas à indústria do carvão.

Após falar das medidas para o setor de energia, Trump respondeu perguntas sobre outros temas e falou de Cuba e Venezuela. “Cuba não seria nada sem a ajuda da Venezuela”, disse o presidente americano.

Trump disse que os EUA recuperaram “muitas vezes” os custos da ofensiva contra a Venezuela, em que retirou do poder o ditador Nicolás Maduro, em janeiro. “O dinheiro da Venezuela agora vem para nós e para eles”, afirmou.

Nesta semana, a campanha de Trump para forçar o desmantelamento econômico de Cuba obteve ganhos importantes, quando três redes hoteleiras internacionais e um banco que processa transações Visa e Mastercard retiraram suas operações da nação comunista para evitar violar novas regulamentações dos EUA.

Empresas estrangeiras têm até sexta-feira para se retirarem de qualquer empreendimento em Cuba administrado pelo conglomerado militar cubano que controla cerca de metade da economia do país.

Líderes empresariais cujas empresas permanecem em Cuba correm o risco de perder o visto para viajar aos Estados Unidos e de terem seus ativos congelados. As próprias empresas também podem sofrer sanções, como a perda de acesso a bancos americanos.

O êxodo crescente de empresas de Cuba levará ao aumento do desemprego e à redução dos recursos financeiros para o governo cubano, agravando uma crise econômica cada vez mais insustentável.

Embora os Estados Unidos já proíbam há muito tempo a maioria das empresas americanas de negociar com Cuba, essas novas regulamentações, chamadas de “sanções secundárias”, representam uma escalada significativa, pois têm como alvo empresas e instituições financeiras estrangeiras.

Estadão

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