O fim de semana foi tomado pela tensão no Golfo Pérsico. O Comando Central dos EUA informou que, a partir de hoje navios de guerra interceptarão qualquer embarcação que entre ou saia de portos iranianos.
A decisão veio após 21 horas de negociações fracassadas e inclui ameaças do ex‑presidente Donald Trump de bombardear instalações hidráulicas e pontes caso o Irã não abandone seu programa nuclear.
Teerã reagiu dizendo que qualquer navio que se aproxime violará a trégua de duas semanas e “será tratado com firmeza”. O Irã ameaçou alvejar todos os portos da região e alertou que o bloqueio empurrará 32 milhões de pessoas para a pobreza. O Reino Unido recusou participação e o preço do petróleo disparou para mais de US$ 104 por barril.
A iniciativa arrisca colapsar a frágil pausa humanitária e já movimentou mercados globais. Além de reacender conflitos no Estreito de Hormuz, o bloqueio pode interromper cadeias de suprimento globais e pressionar países que dependem das exportações iranianas.
Reação regional: aliados como Paquistão tentaram mediar a crise, sem sucesso, e Londres sinalizou que não pretende aderir ao bloqueio, ampliando a divisão no Ocidente.Pressão política interna: Trump aposta na retórica dura para satisfazer eleitores conservadores, enquanto a Casa Branca teme um novo conflito em pleno ano eleitoral.