Investigação da Receita aponta acesso ilegal a dados de ministros do STF

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A Polícia Federal cumpriu ontem quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, no âmbito de investigação que apura vazamentos de dados da Receita Federal envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal e seus parentes.

Além das buscas, foram determinadas medidas cautelares, como o monitoramento por tornozeleira eletrônica, o afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do país aos servidores Luiz Antônio Martins Nunes (do Serpro, empresa estatal de processamento de dados), Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes.

A ação da PF ocorreu por determinação do ministro Alexandre de Moraes, a partir de uma representação feita pela Procuradoria-Geral da República. Ministros suspeitam que servidores tenham acessado ilegalmente informações fiscais sigilosas, e também acusam a Polícia Federal de investigar o ministro Dias Toffoli sem autorização.

Investigação realizada pela Receita Federal concluiu que houve vazamento ilegal de dados sigilosos de ministros do Supremo e de seus familiares. A Receita fez um rastreamento nos seus sistemas sobre os dados de cerca de 100 pessoas e identificou desvios no acesso às informações.

Após o resultado, a Polícia Federal foi acionada para realizar a operação de ontem. Segundo nota divulgada pelo STF, foram identificados “diversos e múltiplos acessos ilícitos” ao sistema da Receita, seguindo-se de posterior vazamento das informações sigilosas. Não foram divulgados os nomes das vítimas do vazamento, mas reportagem da Folha de S.Paulo apurou que Viviane Barci, mulher de Alexandre de Moraes, é uma delas. Também estão na lista dos possíveis alvos dos acessos indevidos as ex-esposas do ministro Dias Toffoli, Roberta Rangel, e de Gilmar Mendes, Guiomar Feitosa.

Uol

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