EUA e Israel atacam o Irã

bombardeio

Os Estados Unidos e Israel lançaram hoje uma ofensiva militar coordenada contra o Irã. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação busca “defender o povo americano”, destruir a indústria de mísseis e a Marinha iraniana e impedir que Teerã obtenha armas nucleares.

Explosões de grande magnitude atingiram a capital, Teerã, com focos de fumaça registrados nas proximidades do palácio presidencial e do complexo residencial do Líder Supremo. Bombardeios também foram relatados em outras províncias.

A reação iraniana veio na forma de múltiplas ondas de mísseis balísticos contra Israel e contra instalações militares dos EUA no Oriente Médio. Autoridades e relatos locais apontam que ao menos seis bases norte-americanas foram alvejadas — entre elas a Base Aérea de Al Udeid, no Qatar, e a sede da Quinta Frota, no Bahrein — além de instalações no Kuwait, Jordânia, Iraque e Emirados Árabes Unidos.

Sistemas de defesa antiaérea foram acionados em diferentes pontos da região. Em Abu Dhabi, a queda de destroços após uma interceptação atingiu uma área residencial e matou um civil.Com o céu tomado por alertas e interceptações, países do Oriente Médio impuseram restrições severas ao tráfego aéreo, e dezenas de voos internacionais foram cancelados. Em Israel, o governo decretou estado de emergência, fechou escolas e orientou a população a buscar abrigos diante das sirenes recorrentes.

No Irã, o trânsito travou com milhares tentando deixar Teerã; ao mesmo tempo, uma instabilidade ampla nas telecomunicações e um apagão derrubaram a conectividade de internet para apenas 4% do nível normal. O tom político da operação também endureceu. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Trump defendeu abertamente a queda da República Islâmica e conclamou os iranianos a “assumirem o governo”, dizendo que esta pode ser a “única chance por gerações” para alcançar a liberdade.

Ele também dirigiu um ultimato à Guarda Revolucionária Islâmica e às Forças Armadas do Irã: abandonar as armas em troca de anistia total ou enfrentar “morte certa”. A ofensiva ocorre apesar da existência de uma via diplomática em andamento. Uma rodada recente de conversas em Genebra sobre o programa nuclear iraniano terminou sem avanços concretos, e mediadores — como o ministro de Omã — criticaram a ação militar por minar os esforços de negociação.

Ao redor do mundo, a reação é dividida. Aliados como Canadá e Austrália expressaram apoio às ações dos EUA e de Israel como forma de contenção. Já líderes da União Europeia e governos árabes pediram máxima moderação e uma desescalada imediata, alertando para o risco de uma guerra prolongada e de consequências globais.

Uol

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