O Conselho de Segurança das Nações Unidas se reúne hoje em um encontro extraordinário convocado pela Colômbia para discutir o ataque dos Estados Unidos à Venezuela no último sábado, com a captura do presidente Nicolás Maduro. O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou no sábado que considera a ação dos EUA um “precedente perigoso”.
O embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, disse ao Conselho de Segurança que os EUA violaram a Carta de fundação da ONU, chamou a ação comandada por Trump de “guerra colonial”, e afirmou que o ataque tem como objetivo pilhar os recursos naturais do país, “incluindo as maiores reservas de petróleo do mundo”. O governo brasileiro declarou que o Brasil irá participar da reunião, e o presidente Lula repudiou os ataques e disse que os bombardeios e a prisão de Maduro e sua esposa “ultrapassam uma linha inaceitável”.
Um dia após os Estados Unidos atacarem a Venezuela e capturarem Nicolás Maduro, a União Europeia divulgou uma declaração pedindo respeito à vontade do povo venezuelano. O documento, apoiado por 26 Estados-membros — todos, exceto a Hungria —, pediu “calma e moderação por parte de todos os atores, para evitar uma escalada e garantir uma solução pacífica para a crise”. “Respeitar a vontade do povo venezuelano continua sendo a única forma de a Venezuela restaurar a democracia e resolver a crise atual”, disse o comunicado. Para a UE, Maduro não tem legitimidade democrática. O texto pede a libertação de opositores de seu regime e faz um apelo por respeito ao direito internacional.
Um tribunal federal dos Estados Unidos anunciou ontem que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, comparecerá diante de um juiz do Distrito Sul de Manhattan, em Nova York, para ser notificado formalmente das acusações apresentadas contra ele. Maduro é acusado pela Justiça norte-americana de crimes de narcotráfico e terrorismo, e sob essas alegações foi capturado em Caracas no sábado ao lado de sua esposa, Cilia Flores.
A secretária de Justiça do governo Donald Trump disse que o casal e outras quatro pessoas responderão por narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína nos EUA, porte de armas de fogo e conspiração para portar armas de fogo. A acusação inclui também o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, e Nicolás Ernesto Maduro, filho do presidente venezuelano.
Uol