O governo federal anunciou um reajuste de 15,04% no Bolsa Família, elevando o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691. Apesar da mudança, 440.692 famílias que cumprem os critérios do programa ainda aguardavam, em agosto, a entrada no benefício. O número representa alta em relação às 405.806 famílias na fila em julho. A reportagem é do Estadão.
A entrada no programa não é automática e depende da disponibilidade orçamentária. O reajuste terá custo estimado de R$ 5,8 bilhões neste ano e R$ 22,7 bilhões em 2027, enquanto o orçamento total do Bolsa Família deve chegar a R$ 162,4 bilhões em 2026 e R$ 178,5 bilhões no próximo ano. O limite de renda para acesso, de até R$ 218 por pessoa da família, foi mantido.
O governo afirma que o percentual corresponde à reposição da inflação acumulada desde março de 2023 e nega que o período eleitoral impeça a medida. O reajuste também atualiza valores adicionais, como o Benefício Primeira Infância, que passa de R$ 150 para R$ 173 por criança, e o Benefício Variável Familiar, de R$ 50 para R$ 58 por integrante elegível.