Consórcio vencedor teria dito que é preciso ampliar em 200m vão da ponte para permitir passagem simultânea de navios, diz ACM Neto

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Em entrevista ao programa Balanço Geral, da Record Bahia, nesta quarta-feira (26), o candidato a governador ACM Neto (União Brasil) disse que pretende “abrir a caixa-preta” do projeto da Ponte Salvador-Itaparica caso seja eleito.

O ex-prefeito de Salvador afirmou que será necessário realizar uma análise técnica, jurídica e econômico-financeira antes de estabelecer um novo cronograma para a obra. Ele avaliou a ponte como um projeto de impacto relevante para diversas regiões do estado, mas questionou aspectos relacionados à execução do empreendimento.

O candidato revelou a recente informação de que o consórcio responsável pelo projeto teria apontado a necessidade de alteração técnica na estrutura. “Existe hoje uma caixa-preta e eu, caso tenha a oportunidade de ser governador, vou abrir a caixa-preta”, disse.

Durante a entrevista ACM Neto destacou que o consórcio vencedor teria informado que, após cerca de 20 anos de discussões sobre o projeto, seria necessário ampliar em 200 metros o vão da ponte para permitir a passagem simultânea de dois navios de grande porte. “Depois de 20 anos, gente, então vai ser preciso fazer uma avaliação completa do ponto de vista da adequação técnica, da adequação jurídica e da adequação da viabilidade econômica e financeira”, declarou.

Ele também frisou que pretende iniciar o processo de avaliação durante o período de transição, caso seja eleito. Para isso, afirmou que deseja reunir órgãos de controle, o consórcio responsável pela obra e o Ministério Público da Bahia. “Eu vou, ainda no período da transição, chamar o Tribunal de Contas do Estado, chamar o consórcio vencedor, Ministério Público da Bahia, todos os órgãos envolvidos para entender profundamente o que está por trás disso”.

Sobre prazos para a obra da ponte, ACM Neto ponderou que a definição de um prazo real para conclusão da obra só poderá ocorrer depois de uma análise detalhada do projeto e dos contratos. “Só dá para saber o cronograma e o prazo de conclusão depois que sentar na cadeira, conhecer os números, entender de perto a realidade e saber que não vão existir mais surpresas”, disse.

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