Os Estados Unidos anunciaram ontem mais uma sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros. O Escritório do Representante de Comércio (USTR) do país afirma que a taxação resulta da falha do Brasil em proibir e fiscalizar a importação para o mercado doméstico de produtos feitos total ou parcialmente com trabalho forçado em outros países.
Diferentemente da tarifa de 25% que começou a ser cobrada na quarta por “práticas desleais” e poupou alguns setores por meio de uma lista com mais de 2.100 itens, a nova alíquota foi aplicada de forma linear sobre o Brasil, sem lista de exceções. Outras 59 economias também foram sobretaxadas sob a mesma justificativa.
O governo brasileiro classificou como “arbitrária e injustificada” a nova tarifa sobre produtos brasileiros e declarou que vai acionar a Lei de Reciprocidade e levar o caso à Organização Mundial do Comércio. Por meio de declaração da Secretaria de Comunicação, o Planalto criticou a base usada pelos EUA para justificar a decisão e acusou o USTR de manipular um tema de direitos humanos para sustentar política protecionista.
O Ministério do Trabalho e Emprego informou que prestou esclarecimentos durante a investigação e forneceu “farta documentação” sobre a atuação das autoridades aduaneiras para coibir importações de bens produzidos por trabalho forçado.
Uol