Em meio às ruínas, Venezuela cobra socorro mais rápido

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Cinco dias depois do duplo terremoto que atingiu o litoral venezuelano — magnitudes 7,2 e 7,5, em sequência —, o número oficial de mortos chegou a 1.719, mas a ONU estima mais de 50 mil desaparecidos.

A oposição, que mantém registro próprio, fala em mais de 55 mil. Em La Guaira, a área mais castigada, moradores reclamam da demora dos socorristas e da falta de combustível para mover máquinas pesadas — apesar de o país ter as maiores reservas de petróleo do mundo. Cerca de 3 mil socorristas estrangeiros, de países como Turquia, Chile, México e Estados Unidos, atuam na região.

A tensão entre população e governo cresce a cada dia. A presidente interina Delcy Rodríguez foi criticada depois de interromper o trabalho de uma equipe internacional de resgate para agradecer aos socorristas em rede nacional, com vítimas ainda soterradas.

Já o ministro do Interior, Diosdado Cabello, foi acusado pela deputada republicana cubano-americana María Elvira Salazar de impedir que uma equipe americana seguisse até onde havia vítimas porque ele queria antes terminar de gravar um vídeo para suas redes — episódio que o Departamento de Estado dos EUA classificou como “um mal-entendido infeliz” já superado.

A líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Nobel da Paz e exilada desde dezembro, disse que pretende voltar ao país “muito em breve” — segundo agências internacionais, ela chegou a tentar embarcar para a Venezuela na semana passada, mas recuou após sinal contrário do governo Trump.

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