O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a trégua na guerra do Irã está “em suporte vital” depois de considerar “totalmente inaceitável” a resposta iraniana a uma proposta de paz norte‑americana.
Trump disse que a proposta de Teerã era “estúpida” e acusou o governo iraniano de querer uma compensação financeira pelos prejuízos da guerra, o fim das sanções e a retirada do bloqueio naval. Para ele, essas exigências inviabilizam um acordo e tornam provável que o conflito continue por muito tempo, mantendo elevados riscos para a navegação no Estreito de Hormuz.
O porta‑voz do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, afirmou que o Irã pode elevar o enriquecimento de urânio a 90% – grau de uso militar – se o país for novamente atacado. Segundo o parlamentar, o país já domina as etapas de enriquecimento a 20% e 60%. Esses níveis indicam quanto do isótopo físsil U‑235 está concentrado: o urânio natural tem cerca de 0,7; a 20% o material já é considerado altamente enriquecido; a 60% ele fica a poucos passos do nível de 90% usado em armas nucleares.
Durante a guerra de 12 dias em junho de 2025, os Estados Unidos lançaram suas maiores bombas convencionais contra instalações iranianas, como o complexo de Fordow, destruindo centrífugas. Mesmo assim, estimativas da Agência Internacional de Energia Atômica apontam que mais de 400 kg de urânio enriquecido a até 60% continuam sob controle iraniano — um estoque que poderia abastecer vários artefatos se fosse levado ao grau de 90%. O impacto em Teerã.
Entre as diversas consequências da guerra, escolas em Teerã permanecem vazias durante o conflito. Devido à insegurança com ameaça de ataques, as escolas adotaram formato de aulas online.
Uol