O governo federal anunciou ontem novas medidas para conter a alta de preços provocada pelo conflito no Oriente Médio. Além de criar um subsídio extra sobre os preços do diesel e do gás de cozinha, o governo informou que vai zerar as alíquotas de PIS/Cofins sobre o biodiesel e o querosene de aviação para tentar conter o valor das passagens aéreas.
De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, haverá uma subvenção adicional de R$ 0,80 por litro de diesel produzido no país, que irá se somar ao primeiro subsídio já criado, no valor de R$ 0,32 por litro. Além disso, o Executivo também vai instituir um subsídio adicional de R$ 1,20 por litro de diesel importado, por um período de dois meses.
Assim, o subsídio ficará em R$ 1,52 por litro de diesel importado e R$ 1,12 para a produção do combustível nacional. Segundo o ministro, apenas dois estados ainda não sinalizaram adesão.
Diante do aumento anunciado na semana passada pela Petrobras de 55% no preço do combustível dos aviões, o governo decidiu também zerar as alíquotas de PIS/Cofins sobre o biodiesel e o QAV na tentativa de evitar aumento de preço das passagens aéreas. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas, com os aumentos o combustível agora representa 45% dos custos operacionais das companhias.
A última medida anunciada foi uma subvenção de R$ 850 sobre cada tonelada importada de gás liquefeito de petróleo (o gás de cozinha), com o objetivo de que o produto importado seja comercializado no Brasil pelo mesmo valor do nacional.
Uol