Caminhoneiros ameaçam parar; governo deve acenar com novas medidas

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Representantes de caminhoneiros de todo o país sinalizaram ontem que pretendem cruzar os braços em todo o país ‘nos próximos dias’ contra a alta do preço do diesel.

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, Wallace Landim, conhecido como Chorão, disse à Folha de S.Paulo que motoristas autônomos e também os “celetistas”, que são contratados por empresas, estão articulando uma paralisação nacional em protesto ao aumento do preço do diesel e à insatisfação com medidas adotadas pelo governo.

Lideranças do setor afirmam que a categoria já deliberou a favor da greve, mas sem definir a data. A categoria vinha mantendo conversas com o governo sobre o aumento do preço dos combustíveis por meio de representantes da Secretaria-Geral e do Ministério dos Transportes e de integrantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres.

Uma das principais críticas do setor é que, poucos dias após o anúncio do pacote do governo para baratear o combustível, a Petrobras aumentou o preço nas refinarias. Os governos estaduais negaram pedido do presidente Lula para reduzir o ICMS sobre o diesel em um esforço para enfrentar a escalada das cotações internacionais do petróleo em meio à guerra no Irã.

O colunista do UOL Júlio Wiziack revela que o governo federal vê movimentação política por trás da ameaça de paralisação dos caminhoneiros, mas ainda assim pretende conduzir as negociações com a categoria sem levar esse fator em consideração.

Segundo o colunista, assessores do presidente Lula observam que as paralisações foram iniciadas por São Paulo e Santa Catarina, redutos eleitorais da direita. O ministro dos Transportes, Renan Filho, deve se colocar na mesa de negociação a partir de hoje para tentar conter o movimento.

A preocupação do governo é evitar que essa mobilização se alastre pelo país com pedidos exagerados, a exemplo do que ocorreu em 2018.

Uol

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