A guerra liderada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã entra em sua terceira semana, reconfigurando alianças e o mercado global de energia.
O fechamento prático do Estreito de Hormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — disparou os preços do gás e do petróleo, forçando a Europa a pagar bilhões a mais por combustíveis fósseis. Ironicamente, a principal beneficiada pela crise energética tem sido a Rússia, que aproveita a alta dos preços para financiar sua guerra na Ucrânia.
O presidente dos EUA, Donald Trump, expressou frustração pública e cobrou que países europeus e asiáticos enviem navios de guerra para escoltar petroleiros e reabrir o estreito, chegando a ameaçar o futuro da Otan caso os aliados não colaborem.
A resposta, contudo, tem sido uma recusa quase generalizada: líderes de Alemanha, Reino Unido, Espanha, Austrália e Japão indicaram que não pretendem se envolver militarmente em uma guerra para a qual não foram consultados e cujos objetivos estratégicos não estão claros. O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, foi categórico: “Esta não é a nossa guerra, não fomos nós que a começamos”.
Uol