Ataque do EUA e Israel ao Irã derruba bolsas e faz disparar petróleo

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EUA e Israel iniciaram ataques coordenados contra o Irã no último sábado, com aviões, mísseis e drones mirando alvos militares e instalações nucleares.

O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano, foi morto durante uma das operações, abrindo uma crise de sucessão no regime. O Irã revidou com uma salva de mísseis e drones contra Israel e bases americanas no Golfo. Sistemas de defesa interceptaram parte dos ataques, mas a tensão na região permanece elevada.

Os mercados reagiram com aversão ao risco. O petróleo Brent disparou entre 9% e 13%, saindo da casa de US$ 73 para a faixa de US$ 80-82. O temor é de interrupção das exportações iranianas, de cerca de 1,6 milhão de barris por dia, e de restrições ao estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo global.

Bolsas globais recuaram. S&P 500, Dow Jones e Nasdaq caíram entre 0,4% e 1% nos primeiros movimentos, com futuros também no vermelho e mercados asiáticos abrindo em baixa. Ações de energia e defesa subiram; companhias aéreas e setores sensíveis ao custo de energia sofreram mais. No movimento esperado de “fuga para qualidade”, dólar e ouro avançaram (o metal subiu cerca de 2%), enquanto Treasuries atraíram demanda e o bitcoin recuou.

Para a economia global, o choque é de oferta: energia mais cara pressiona a inflação e esfria a confiança. No Brasil, empresas ligadas a petróleo e mineração tendem a se beneficiar de preços mais altos de commodities, enquanto o restante da Bolsa e o câmbio sofrem com a aversão ao risco.

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