Em entrevista à Rádio Baiana FM, na terça-feira (20), o primeiro-secretário da Câmara Municipal de Salvador (CMS), vereador Cláudio Tinoco (União Brasil), revelou que tem o desejo de presidir o Legislativo soteropolitano. De acordo com o edil, ele já ocupou os principais cargos da Câmara de Vereadores e ressaltou que não descarta concorrer no pleito para comandar a Casa Legislativa.
“Objetivamente, eu estou no quarto mandato e já fui tudo na Câmara. Hoje estou como primeiro-secretário e fui presidente de todas as comissões. Dizer que, numa altura dessa do campeonato, eu não tenho desejo de presidir a Câmara seria, para mim, uma frustração, até para o meu eleitor”, declarou.
O vereador ressaltou que esse é um sonho antigo e lembrou que já teve o nome cogitado para ocupar o cargo em outra ocasião.
“Eu tenho, sim, essa vontade, que já é antiga. Na transição de Geraldinho [Jr., ex-presidente da CMS] para Muniz, quando a ação foi bloqueada pelo STF, cogitou-se uma nova eleição. Da nossa base, saíram uns dez pretendentes. Eu fui até o momento final, mas nossa base acabou construindo a possibilidade de Kiki [Bispo] ser candidato. Mas eu me coloquei como candidato”, continuou.
No entanto, o postulante ao cargo máximo do Legislativo soteropolitano condiciona a possibilidade de candidatura a uma eventual decisão do atual presidente, Carlos Muniz (PSDB), de disputar a reeleição. O tucano foi eleito em janeiro do ano passado com 39 votos, dentre os 43 vereadores.
“A pretensão não pode ser descartada. Por outro lado, acho que o primeiro plano é entender o que Muniz pretende de fato. Muniz hoje tem uma candidatura do filho dele muito bem constituída. Ele declarou recentemente que tem a pretensão de ser candidato à reeleição. Ele vai apresentar aos vereadores, no momento certo, as condições legais para isso, em virtude de decisões da Justiça sobre eleições sucessivas”, complementou, relembrando a recente judicialização da reeleição na Câmara, em 2023.
Apesar do desejo, o vereador destacou que sua atuação política é pautada pelo coletivo e que, por isso, seguirá a decisão que for construída de forma conjunta.
“Por mais que eu tenha pretensões, eu sou um cara de grupo e de construir decisões de forma articulada e coletiva”, concluiu.