Rui defende Pazuello em meio a guerra por causa da vacina contra Covid-19

                                                                                   Foto: Divulgação

 

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), saiu em defesa ontem de Eduardo Pazuello após o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), desautorizar o ministro da Saúde publicamente por causa da vacina contra a Covid-19. Anteontem, o Ministério da Saúde anunciou, em reunião com gestores estaduais, que a União vai comprar 46 milhões de doses da CoronaVac, vacina contra a doença do Instituto Butantan produzida em parceria com a empresa chinesa Sinovac. Com isso, o governo federal editaria uma nova Medida Provisória para disponibilizar R$ 2,6 bilhões até janeiro.

No entanto, o presidente Bolsonaro disse ontem que já mandou cancelar o protocolo de intenções de compra. “General e ministro da Saúde tomou a medida sensata de garantir acesso à vacina de qualquer país para salvar vidas. Estamos em guerra contra Covid-19, que já matou mais de 150 mil no Brasil. O presidente não pode desmoralizá-lo e desautorizá-lo nesta luta. Minha total solidariedade ao ministro”, postou o governador baiano nas redes sociais.

O secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas, também defendeu Pazuello. “Não podemos politizar a vacina, nem qualquer aspecto relacionado à pandemia. A postura do ministro Pazuello foi elogiada por todos, independente de posições partidárias. Espero que alguém possa conversar com calma e esclarecer o presidente sobre esse tema”, pontuou.

Depois da declaração de Bolsonaro, o Ministério da Saúde retirou do ar e republicou com alterações um comunicado à imprensa que falava sobre a aquisição de 46 milhões de doses da CoronaVac, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac contra a Covid-19. O imunizante é motivo de embates entre a própria pasta, Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Doria também criticou a postura do presidente da República.

“(Estou) esperando, torcendo, para que a posição do ministro da Saúde, expressa por ele de forma correta e completa, seja a posição do governo Bolsonaro. Afinal, para que ter ministros se os ministros não têm condições de emitirem suas opiniões e defenderem suas posições? Seria melhor, então, fechar ministérios. Se toda vez que um ministro emitir opinião for desautorizado pelo presidente da República, para que ter ministros?”, questionou o tucano. “Não é ideologia, não é política, não é processo eleitoral que salva, é a vacina”, emendou. As informações são do jornal Tribuna da Bahia.

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