Mais de 250 mil mortos por COVID-19, mas Bolsonaro gera aglomeração durante posse de João Roma

Foto: Dida Sampaio

 

 

O presidente Jair Bolsonaro promoveu nova aglomeração no Palácio do Planalto no fim da tarde desta quarta-feira, 24, durante cerimônia de posse de João Roma (Republicanos-BA) no Ministério da Cidadania. Muitos convidados estavam sem máscara de proteção contra Covid-19, além do próprio Bolsonaro e do vice, Hamilton Mourão.

Segundo a equipe de segurança do Planalto, o evento reuniu cerca de 400 pessoas no Salão Nobre – só na entrada principal, as listas de presença registraram o acesso de mais de 300 convidados. Ministros, parlamentares, servidores e muitos prefeitos participaram da solenidade.

O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, disse que 265 prefeitos estavam no Planalto. O motivo para a grande quantidade de prefeitos em Brasília era o prazo para apresentação de emendas parlamentares ao Orçamento de 2021, que termina na próxima segunda-feira (1º).

Alguns ministros estavam com o rosto coberto por máscara, entre eles Paulo Guedes, da Economia. A primeira-dama Michele Bolsonaro e o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), também usavam a proteção.

A aglomeração desta quarta-feira no Planalto coincide com a marca de 250 mil mortes por Covid-19 desde o começo da pandemia, segundo os dados compilados pelo consórcio de veículos de imprensa do qual o Estadão faz parte.

Além de Roma e de Onyx Lorenzoni, que assumiu a Secretaria Geral da Presidência, ocuparam o microfone para discursar o próprio Bolsonaro; o ex-titular da Secretaria Geral, Jorge Oliveira, que se tornou ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) no fim de 2020, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. O presidente do BC falou sobre a sanção, por Bolsonaro, da lei que garante autonomia formal ao Banco Central.

As informações são do Estadão

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