João Roma cita ACM Neto e elogia governo Bolsonaro em posse

 

                                                                                         Foto: Reprodução                                                                                   

 

 

O deputado federal João Roma (Republicanos) foi empossado, no início da noite de ontem, como novo ministro da Cidadania. Em discurso de posse, o parlamentar da Bahia citou o ex-senador Antonio Carlos Magalhães, o ex-prefeito soteropolitano ACM Neto (DEM) e rasgou elogios ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). No mesmo evento, Onyx Lorenzoni (DEM), que chefiava a pasta da Cidadania, foi empossado para a Secretaria-Geral.

“O Ministério da Cidadania é o braço social do governo Bolsonaro. A nossa missão é não deixar ninguém para trás, garantindo por meio dos nossos programas sociais uma melhor qualidade de vida para a nossa população. Transformando uma realidade muito sofrida. O seu governo, senhor presidente, se fez presente, acolheu e amparou o povo brasileiro nessa pandemia, através do auxílio emergencial. Uma prova de compromisso com o cidadão menos favorecido. Mais de R$ 294 bilhões. Ou mais de uma década de Bolsa Família distribuídos em apenas nove meses. Seguiremos ampliando e aperfeiçoando a rede de assistência social”, declarou Roma, que estava sem máscara no ato.

Ao citar ACM, Roma cutucou os adversários. “(Ele) capitaneou a lei que permitiu o Fundo de Combate à Pobreza, base para a nossa atual base de proteção social e prova que cuidar das pessoas mais vulneráveis não é monopólio de um partido ou gestão, mas sim uma conquista do povo brasileiro”, afirmou, ao se referir ao PT e aos governos Lula-Dilma. Em seguida, Roma lembrou da sua trajetória na vida pública, e mencionou ACM Neto. “Destaco especialmente a oportunidade de ter participado da transformação da cidade de Salvador, melhorando a vida daqueles que mais precisam na gestão do então prefeito ACM Neto, a quem sou muito grato”, disse.

Neto e Roma romperam após o último aceitar ser ministro da Cidadania. Segundo disseram aliados à Tribuna, o ex-prefeito ficou magoado com a decisão do ex-aliado por três razões. A primeira é de que, com a nomeação de Roma, deu força a versão de que de que ele decidiu pela neutralidade do DEM na disputa pela presidência da Câmara em troca de cargos no governo federal. Acusação feita pelo ex-presidente da Casa, Rodrigo Maia, que queria que a sigla ficasse no bloco liderado pelo então candidato Baleia Rossi (MDB). Com a neutralidade, Arthur Lira (PP) se beneficiou e acabou eleito o novo comandante da Câmara.

A segunda razão é de que ACM Neto não queria se associar ao governo Bolsonaro, por temer ser atrelado ao desgaste político. Por fim, o ex-prefeito não teria gostado da nomeação, na visão de aliados, por não ter sido uma indicação dele, como ocorreu quando sugeriu Sílvio Pinheiro para o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) no governo Temer (MDB). Em sua fala na posse, Jair Bolsonaro disse que Roma terá uma “missão bastante difícil”. “Vai cuidar de uma grande parcela da nossa sociedade. São os mais pobres, os mais humildes, aqueles que quase nada tem”, pontuou.

As informações são do Tribuna

Faça seu Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *