“Deixa quem entende do mundo crime falar sobre morte do miliciano”

                                                                                   Foto: Reprodução

 

Depois de o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, falar que cabe às autoridades da Bahia explicar as circunstâncias da morte do miliciano Adriano da Nóbrega, o governador Rui Costa (PT) disse, ontem, que o assunto deve ser tratado por “quem entende” do “mundo do crime”. “Eu não entendo de miliciano. Eu não entendo nada do mundo do crime. Deixa quem entende ficar falando”, afirmou o petista, em entrevista à imprensa.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Adriano foi encontrado no município baiano de Esplanada. Ainda segundo a SSP-BA, quando os policiais chegaram, o miliciano teria efetuado disparos e, na troca de tiros, teria sido ferido. Ele teria sido levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Em audiência pública na Câmara anteontem, falou sobre o caso. “Essa pessoa foi morta nesse confronto com a polícia. E veja: não estou criticando a polícia, não sei a circunstância (da morte), isso vai ser apurado. Mas é a polícia do estado governado pelo Partido dos Trabalhadores. Quem tem que prestar esses esclarecimentos é lá”, afirmou.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Moro também foi questionado sobre a ausência do nome de Adriano da lista dos criminosos mais procurados do Brasil divulgada pelo Ministério da Justiça há duas semanas. Na época, a pasta justificou que Adriano não respondia a acusações interestaduais, porém, a relação incluía outros dois milicianos do Rio.

“Essa pessoa específica (Adriano) não entrou e se vê que nem sequer era necessário porque essa pessoa foi encontrada poucos dias depois pela polícia do estado da Bahia. E aí, lamentavelmente, nas circunstâncias que vão ser esclarecidas pela polícia daquele estado, acabou sendo vitimado”, disse Moro. “Uma lista dos mais procurados não é uma lista de todos os procurados e havia razões específicas para essa pessoa não ser incluída”, emendou Moro, sem dar detalhes sobre os motivos pelos quais ele não entrou na relação. As informações são do jornal Tribuna da Bahia.

Faça seu Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *